Uma mistura de danças típicas, originadas por índios e alunos deu inicio ao projeto Ritude Enári (Oficina do saber), na escola estadual Hermelinda Figueiredo localizada no bairro Cophema no Coxipó. O projeto segue até a sexta-feira (14) e a visitação é aberta á comunidade. O evento conta com índios do povo Umutina do município de Barra do Bugres, região norte do Mato Grosso, que apresentam atividades indígenas na escola. O representante da associação de amigos do Museu Rondon (ASAMUR), e coordenador do projeto, Antonio João de Jesus, explica que o objetivo das atividades é a interatividade cultural entre os índios e não índios. “ A interação diminuí a frequência de hostilidade vivenciada pelos índios. Quero sempre ouvir a criança brincando que quer ser índio”. completa Antonio João. Durante as primeiras atividades os jovens indígenas aprenderam com os alunos a dançar o rasqueado cuiabano, e ensinaram uma dança tradicional indígena, a gikirinó, traduzida para nós como dança das andorinhas. “Estamos aprendo muito com eles, tantos os alunos como nós professores, a dança das andorinhas simboliza o respeito, e está arte trazida por eles sempre tem um significado importante com a natureza.” frisou a professora Vanessa Diniz Lopes. Os representantes indígenas trouxeram objetos usados por eles, na caça, nas refeições, nos rituais tradicionais. As oficinas realizadas durante o projeto são de pinturas, ressaltando o grafismo indígena em cerâmica e grafismo indígena em suporte rígido. Para o índio Vanilson Zaloizokemae, “a importância de participar deste projeto é mostrar o que sabem e tirar a imagem de que são apenas histórias”.
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